Total de visualizações de página

domingo, 13 de novembro de 2011

Veja - 26 de Outubro de 2011


Link: http://www.megaupload.com/?d=MYTRC3YQ

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

voltaire schilling


escritor e historiador Voltaire Schilling
Link: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/index_cultura.htm

Professores estão excluídos do debate público sobre política educacional, segundo pesquisa

SÃO PAULO - Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalística da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. Foram analisadas mais de 1.200 reportagens de maio a julho deste ano. As matérias indicam que as políticas públicas implantadas, os novos temas, disciplinas e materiais para as aulas são modificados sem que os professores sejam consultados sobre a política educacional.
"O professor é sempre um personagem e nunca uma fonte para balizar a política pública. E a má qualidade do ensino é sempre atribuída a eles. Estão sendo responsabilizados, mas não têm seu direito de resposta", disse Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação, que participou do lançamento de Rede pela Valorização dos Docentes Latino-Americanos, hoje (9), na capital paulista.
Segundo Fernanda, a análise indicou que entre os temas mais comentados nos jornais estão a qualidade, seguida dos sistemas de avaliação, problemas de infraestrutura e violência nas escolas. Depois aparece a questão das tecnologias de informação na educação. "Nesse caso, dependendo do enfoque, entra em conflito com o docente, porque tem problemas de informação e uma ideia de que o aluno não precisa do professor para aprender porque consegue aprender sozinho com o computador". Outro problema destacado nas reportagens analisadas são as greves e paralisações.
A vice-presidente da Internacional de Educação da América Latina, Fátima Aparecida Silva, disse que no geral a categoria dos professores é composta principalmente por mulheres, que chegam a ser 80% no ensino infantil e médio, enquanto no superior há mais homens. Além disso, apontou que os professores estão envelhecendo ao redor do mundo, já que a média de idade é de 45 anos. "A profissão não atrai mais gente jovem. Nos últimos dez anos, os mais novos ficam cerca de quatro anos dando aula até encontrar outra ocupação melhor."
A ausência de formação é presente em todos os países, assim como a fata de um processo de negociação que traga valorização para a profissão, com diferenças entre a zona rural e urbana, tanto na formação quanto na remuneração. "Quando conversamos com os professores que vivem o dia a dia da aula, percebemos que eles reclamam ainda do número excessivo de alunos em sala de aula e da falta de participação nas políticas públicas, além da ausência de plano de carreira e do ressentimento por serem culpados pela má qualidade educacional."
A coordenadora do Comitê Diretivo da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), Camila Croso, disse que tem notado a tendência de desvalorização dos trabalhadores da educação, além do desprestígio e do processo de culpabilização e criminalização. "São tendências muito preocupantes, mas há também processos de resistência a tais tendências. Mas se sobressai o conjunto desvalorização, desprestígio e criminalização."
Ela destacou ainda a tendência à privatização traduzida no nome de parcerias público-privadas, que aponta para outro lado, procurando ser atrativa. Disse também que há um marcante discurso sobre resultados na aprendizagem que não avalia os rumos da educação, mas dentro do foco de escola como fábrica de seres homogêneos montados para o mercado de trabalho.
"Esse sistema de ranqueamento é preocupante porque o resultado é medido sobre o quê? Aí voltamos ao ponto de partida que é perguntar para que serve a educação. Toda análise parte do aluno homogêneo que tem que responder ao mercado de trabalho", assinalou Camila.
Ele também reforçou que há uma criminalização de professores e até dos alunos. "Há uma perda de noção do coletivo, porque há ataque aos sindicatos. Assim individualiza os professores e coloca o sistema de avaliação com prêmio e castigo. Desvaloriza o professor, porque leva a política de ensinar para o teste, para ir bem na prova. Adapta o currículo, se articula como o não protagonista do fazer pedagógico.".
Guillermo Williamson, da Universidad de La Frontera, do Chile, disse que em seu país a educação apresenta cifras de desigualdade e que não há gratuidade para o ensino. Lá, as universidades são pagas ou se têm bolsas de estudo para os pobres. "No Chile, 40% dos jovens podem ir à Universidade, mas se a família tem dois filhos precisa escolher qual deles pode ir ter o ensino superior".
Segundo ele, assim como no Brasil. os jovens estão desistindo de ser professores por conta da precarização do ensino. "Temos que trabalhar fortemente na educação pública estatal e podemos buscar a gestão social com cooperativas mistas com o Estado". Para ele é preciso retomar a função do professor, que em sua avaliação é ensinar os alunos e ser um mestre. Além disso ele destacou que é preciso que o professor recupere sua autoridade em sala de aula.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/11/09/professores-estao-excluidos-do-debate-publico-sobre-politica-educacional-segundo-pesquisa-925769954.asp#ixzz1dLp5cV8v 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Prova mostra que mais de 40% dos alunos alfabetizados não sabem ler e escrever

Educação


Publicada em 06/11/2011 às 23h40m
Carolina Benevides (carolina.benevides@oglobo.com.br) e Sérgio Roxo (sergio.roxo@sp.oglobo.com.br)
Marcus Ricardo conta com a ajuda da mãe, Vanessa, para aprender a ler e a escrever. O menino, que estuda em SP, está no 4 ano e tem dificuldades. Foto de Michel Filho - Agência O Globo
RIO e SÃO PAULO - No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela primeira vez, nas capitais de todo o país, por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura para esse nível de ensino. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado.
Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas, e mostrou que mesmo nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, 43,9% dos alunos matriculados na rede pública aprenderam o esperado, e 86,2% dos da rede privada.
- Nenhuma criança pode concluir esse período, chamado de ciclo de alfabetização, sem estar plenamente alfabetizada. O que a prova mostra é que estamos ampliando a desigualdade educacional, já que muitos alunos não têm as ferramentas básicas para os anos seguintes - diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, ressaltando que mesmo as escolas particulares enfrentam problemas: - São instituições que ensinam para alunos com mais acesso à cultura e pais escolarizados, por exemplo, mas ainda assim não tem 100% de alfabetização ao término do 3º ano.
- O governo precisa entender que temos um problema. O Brasil não tem método, não tem objetividade na hora de alfabetizar. Sem método, a criança brilhante aprende e as outras não. Desse jeito também, muitas acabam aprendendo por teimosia, porque foram ficando na escola, não porque aprenderam na época correta - diz João Batista de Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beta, que não vê com bons olhos a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que as crianças não devem ser reprovadas nos três primeiros anos do fundamental, porque cada uma tem um ritmo de aprendizagem:
- É irresponsável dizer que cada criança aprende no seu ritmo. Isso é um atraso. A criança que não é alfabetizada aos 6 anos fica com dificuldade para aprender outras disciplinas. No segundo ano, o professor não é preparado para ensinar o que ela não aprendeu e os livros já exigem que ela saiba ler.
No Rio, 10.500 alunos estão sendo realfabetizados
Mãe de um menino de 9 anos, que cursa o 4º ano do fundamental numa escola municipal da periferia de São Paulo, Vanessa Alves da Silva percebeu, durante uma ida ao mercado, que o filho Marcus Ricardo não sabia ler.
- Ele não conseguiu ver o preço dos produtos nem ler o que estava escrito nas embalagens. Eu tento incentivar, dou recortes de jornal para ele ler, mas ele gagueja e não consegue de jeito nenhum. Além disso, ele tem dificuldade para ler as coisas na cartilha. Na aula, é só cópia o tempo todo. O meu mais velho, de 10 anos, também tem problemas para ler - conta Vanessa, que acredita que a defasagem se acentue com o passar dos anos. - Agora, ele vai para o 5º ano sem saber ler.
No 6º ano do ensino fundamental, a neta do vigilante Hamilton de Souza tem dificuldades para ler e escrever. Responsável pela menina de 11 anos, Souza se preocupa:
- Como ela vai arrumar emprego? Como vai fazer para preencher uma ficha de contratação se não consegue escrever?
Tia de um menino de 9 anos, que cursa em São Paulo o 3º ano do fundamental, Jaqueline Alves Costa atribui as dificuldades dele ao excesso de alunos em sala:
- São 28 alunos. A professora não consegue explicar e só manda eles fazerem cópia. Eu acho que ele precisa de aula de reforço e que as classes deviam ter um segundo professor.
Secretaria de Educação do município do Rio e conselheira do Todos pela Educação, Claudia Costin reconhece que a prova ABC retrata um problema grave.
- A pesquisa não surpreende em termos de Brasil. O país precisa investir muito forte na alfabetização. A escola é o espaço de oportunidades futuras, e a prova mostra que o índice é frágil mesmo nas particulares. Nas públicas, o resultado é pior, e se a gente já começa perdendo, o apartheid educacional cresce - diz Claudia, que ao assumir a secretaria se deparou com 28 mil analfabetos funcionais no 4º, 5º e 6º anos do fundamental. - Isso representava o seguinte: 14% das crianças desses anos sem ler e escrever. Começamos, então, a realfabetizar os alunos, e tivemos sucesso com 21 mil. No entanto, percebemos que a progressão automática sem reforço escolar e sem acompanhamento faz com que a criança se torne invisível. E aí o insucesso também fica invisível. É preciso definir um currículo claro, oferecer aulas de reforço, formar professores e fazer com que entendam que é fundamental alfabetizar no primeiro ano. Ainda assim, este ano, temos 10.500 alunos em processo de alfabetização nessas séries.
Em São Paulo, a Secretaria municipal de Educação também implantou turmas de reforço no 3º e no 4º ano para atender alunos com dificuldades para ler e escrever. Foram criadas salas de apoio pedagógico para esses estudantes. A prefeitura diz ainda que as notas da Prova São Paulo mostraram, em 2010, um aumento de 25,7% no número de alunos alfabetizados no 2º ano.
Coordenadora pedagógica do Fundamental II, da Escola Edem, no Rio, Rosemary Reis destaca a importância da educação infantil para o sucesso da alfabetização:
- As crianças têm uma leitura do mundo antes da palavra. Por isso, é importante levar a para a sala de aula a possibilidade da criança conviver com textos. Na Edem, com um ano os alunos já manipulam livros, depois começam a conversar sobre o que viram, passam a ter contato com a escrita e com quatro, cinco anos escrevem o nome.
Priscila Cruz também aposta na educação infantil para que o país melhore os índices de alfabetização.
- É a melhor política para combater o analfabetismo. Pesquisas mostram que crianças que frequentam a educação infantil chegam ao 1º ano com um repertório melhor. Se elas não têm acesso à cultura em casa, se os pais não são escolarizados, a educação infantil as prepara, dá equidade.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/11/06/prova-mostra-que-mais-de-40-dos-alunos-alfabetizados-nao-sabem-ler-escrever-925746619.asp#ixzz1d1jB25uz 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

Premier francês anuncia novos cortes orçamentários



O primeiro-ministro da França, François Fillon, anuncia cortes no orçamento federal francês
PARIS - O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou nesta segunda-feira planos para mais economias orçamentárias de 7 bilhões de euros em 2012 e de 11,6 bilhões de euros em 2013. A segunda maior economia da zona do euro busca proteger sua nota de classificação de risco de crédito, hoje em "AAA" (grau máximo), e evitar a pressão dos mercados financeiros, que agora está afetando a Itália.
Segundo o primeiro-ministro, os salários do presidente e dos ministros de governo vão ser congelados como parte do plano de economia do setor público.
Entre as medidas anunciadas, foi antecipada a elevação da idade para aposentadoria, que passa de 60 anos para 62 anos em 2017, um ano antes do que o planejado.
Fillon disse que a meta é economizar mais 65 bilhões de euros até 2016, a fim de abrir caminho para as metas francesas de reduzir o déficit público a zero nesse período.
O equilíbrio orçamentário foi uma promessa do presidente da França, Nicolas Sarkozy, feita a um ano das eleições presidenciais que ocorrem em 2012.
Esse foi o segundo pacote de medidas emergenciais para o orçamento público em três meses.
O plano também inclui uma alta temporária de 5% em impostos para empresas com capital de giro superior a 250 milhões de euros, e uma elevação na cobrança de imposto de valor agregado (VAT, na sigla em inglês) para 7%, contra 5,5%, com exceção de alguns itens.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/11/07/premier-frances-anuncia-novos-cortes-orcamentarios-925747110.asp#ixzz1d1hlglKX 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

Marie Curie: cientista é homenageada pelo Google


É muito comum o Google homenagear grandes nomes alterando o seu doodle. Nesta segunda-feira, dia 7 de novembro, a personalidade escolhida foi a cientista Marie Curie, que faria aniversário hoje. Ela nasceu em 1867, na Polônia, e estudou em pequenas escolas, conseguindo o nível básico de formação científica, assim como seu pai.
Ela estudou, com seu marido, materiais que produziam radiações em busca de novos elementos. Em 1898, ela divulgou a descoberta de uma nova substância para a Academia de Ciências de Paris. Depois de muitos anos de trabalho e pesquisa, os cientistas conseguiram isolar dois elementos químicos. Um deles foi chamado polônio e o outro rádio.
Marie Curie, Pierre Curie e Antonie Henrie Becquerel receberam em 1903, então, o prêmio Nobel de Física. Marie foi a primeira mulher a receber este prêmio. Mais tarde, ocupou o lugar do marido como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências, sendo, mais uma vez, a primeira mulher a ocupar tal cargo. E em 1911, ela recebeu o prêmio Nobel de Química.
A cientista teve papel muito importante na física e na química, e foi reconhecida em vida por seus grandes feitos. Marie Currie foi a primeira pessoa a receber por duas vezes o prêmio Nobel. Mais tarde, Linus Pauling também ganhou dois Prêmios Nobel, porém Marie foi a única pessoa a receber duas vezes este prêmio duas vezes em áreas científicas.
fote: noticiasbr

Arqueologistas encontram na Itália esqueletos de casal que permaneceu de mãos dadas por 1.500 anos


O casal foi enterrado de mãos dadas Foto: Reprodução / The Sun


Arqueologistas descobriram em Modena, no Norte da Itália, dois esqueletos, um de um homem e outro de uma mulher, com mais de 1.500 anos. O casal foi enterrado no fim do Império Romano, de mãos dadas, e assim permaneceu por todo esse tempo.
“Era uma visão muito comovente e bonita de ver. Eles estariam olhando nos olhos um do outro no momento do enterro, como um sinal de amor eterno”, disse a arqueologista Vania Milani. Segundo ela, a cabeça da mulher está virada para o homem, compondo uma cena comovente. “Eu suspeito de que a cabeça dele também estivesse virada para ela no momento do enterro, provavelmente em cima de uma almofada”, revelou Vania. Mas com a decomposição, o rosto dele teria se voltado para cima.
Os estudiosos encontraram um anel de bronze no dedo da mulher, o que sugere que os dois eram casados. É provável que o casal pertencesse a uma classe nobre da Itália. E, por causa do número de pragas que atingiu a Europa neste período, é muito possível que os dois tenham morrido quase ao mesmo tempo.








O casal foi enterrado de mãos dadas
O casal foi enterrado de mãos dadas Foto: Reprodução / The Sun



Links Patrocinados



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/arqueologistas-encontram-na-italia-esqueletos-de-casal-que-permaneceu-de-maos-dadas-por-1500-anos-3087657.html#ixzz1d1XgbIPn

domingo, 6 de novembro de 2011

Hoje na História: 1941 - Com discurso histórico, Stalin inicia derrocada nazista na Segunda Guerra

Líder soviético partiu para o contra-ataque à ofensiva alemã após inflamar trabalhadores dentro de uma estação de metrô


Em 6 de novembro de 1941, 24º aniversário da Revolução Bolchevique, Joseph Stalin, premiê da União Soviética, pronuncia um discurso para uma multidão de trabalhadores em Moscou.

A reunião teve lugar nos subterrâneos do metrô da capital soviética, nos espaços cobertos de mármore da estação Mayakovskaya. Na oportunidade, Stalin encorajou os trabalhadores a enfrentar os nazistas na Segunda Guerra Mundial: “Se os alemães querem uma guerra de extermínio, eles a terão”, afirmou. Exatamente no dia seguinte, postando-se no alto do Mausoléu de Lênin na Praça Vermelha, Stalin recebeu a saudação de tropas do Exército Vermelho em desfile, estimulando-os a defender com valentia e com todas as forças a “sagrada Rússia”.

Abaixo do solo e embriagados do mais puro nacionalismo, os presentes à reunião decidiram que o governo não seria transferido de cidade e que, a despeito do avanço alemão, a tradicional parada militar na Praça Vermelha aconteceria com toda a pompa no dia seguinte.


O líder soviético Joseph Stalin

Além de inflar o espírito patriótico dos militares e estimular o moral de toda a nação, Stalin pretendia mais. Enquanto o Exército Vermelho marchava pela Rua Gorki, o presidente norte-americano Franklin Roosevelt estendia os propósitos da Lei de Empréstimos e Arrendamento para incluir a União Soviética. O país comunista estaria então apta a receber o apoio logístico em armas, o que veio a ocorrer de forma limitada ao longo de toda a guerra.

Foi também durante a Segunda Guerra que o metrô de Moscou mostrou sua versatilidade. Enquanto a Alemanha conquistava o continente e ameaçava invadir a União Soviética, as estações serviam de abrigo antiaéreo, de hospital para a população e de quartel-general para o comando do Exército Vermelho. Havia três linhas de 112 quilômetros de extensão exclusivamente dedicadas ao esforço de guerra, ligando o Kremlin ao aeroporto e aos principais quartéis do exército.

A cidade, na ocasião, tinha começado a ser o alvo dos raids aéreos alemães. A população foi ordenada a construir barricadas nas cidades, até mesmo na proximidade de Kremlin. O governo soviético foi evacuado para a parte leste da cidade de Kuybyshev, contudo Stalin continuou em Moscou. Para dar um exemplo da determinação dos soldados e aumentar a moral dos civis, ordenou a organização da tradicional parada militar a 7 de novembro para comemorar o aniversário da Revolução, na Praça Vermelha mesmo sob o perigo de bombardeios alemães. As tropas efetuaram a parada até o Kremlin e depois marcharam diretamente para frente de batalha.